sexta-feira, 7 de novembro de 2014

O SONHO DE MUITOS


Ser um jogador Profissional de Futebol! Essa é a resposta de muitos jovens e crianças quando lhes perguntam sobre o que querem ser quando crescer. Sem dúvidas, sonhar é muito importante e se faz necessário, aquele que não sonha, não vive de grandes feitos. Como diria meu grande Professor de Futsal, Egídio da Rosa Beckhauser: “Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho, na verdade, quando se é capaz, é muito mais fácil sonhar grande do que ser mais um sonhando pequeno”.



O que a maioria das pessoas pensa (ou torcem para acontecer) é que você não tem e, nunca vai ter capacidade para realizar grandes sonhos. Pessoas que não te motivam para o sucesso, que não inspiram confiança (ou fingem inspirar), que acham tudo muito difícil de acontecer, que acredita fielmente que nunca chegará ao seu objetivo, que diz coisas negativas e não aposta suas fichas em você, que menospreza seu rendimento e principalmente pessoas que torcem pelo insucesso dos outros, seja em qual ramo e/ou patamar de suas vidas. O que se deve fazer é afastar-se dessas pessoas, pois estas, não agregam nada e é necessário desgarrar-se destes que pensam pequeno.

Contudo, como se é capaz, trilhando o grande sonho da vida de muitas crianças, que é a realização de tornar-se Atleta de Futebol Profissional, diria que é necessário perguntar-se; você realmente quer escolher este caminho? Você sabe o que precisa para alcançar o que busca? Você quer muito isso e, é a coisa mais importante em sua vida? Se a resposta for positiva, este é um bom começo para um grande jogador, caso contrário não perca seu tempo com este sonho, na verdade esse não é seu sonho. Outrora meu Professor falava: “Ou é oito ou oitenta”.

Quero dizer é que muitos querem o sucesso, mas não querem passar pelo esforço necessário. Como se tornar um grande jogador se não se treina exaustivamente? É uma coisa simples que a maioria não leva a sério, talvez porque a maioria costuma pensar pequeno. Já disse um grande campeão: “No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz”.

Qualquer pessoa pode chegar a qualquer lugar que queira chegar, cada um pode fazer o que acha que tem que fazer. Ninguém vai dizer até que ponto você vai atingir, absolutamente ninguém. Na maioria das vezes o maior destruidor de nossos sonhos somos nós mesmos. Você vence os jogos, as lutas, as batalhas, na sua maneira de ir ao combate. Entra-se no jogo com a própria vida e com a certeza de que já venceu, arrisca-se tudo, com competência, mas principalmente com a entrega e com sua vida em jogo.

       Você nunca deve estar pela metade, deve entrar por inteiro e mergulhar cegamente no que acredita. Realizando sua meta e alcançando seu grande sonho.

        Adotar uma postura básica de determinação para vencer é fundamental. Transcender muito a vontade dos seus sonhos, para a certa realização da possível resposta: “Jogador de Futebol, é o que vou ser quando crescer!”. 

Por hora é isto, até breve e, cultive seus sonhos!



**E-mail: rafinhabesen@gmail.com

domingo, 28 de setembro de 2014

ESPORTE COLETIVO: COMO TREINAR FUTEBOL


Por muito tempo os programas de treinamento no ensino dos Jogos Desportivos Coletivos se pautavam no Treinamento Tradicional, onde a principal componente de treinamento é a vertente física. Esse processo metodológico advindo dos Esportes Individuais não atende todas às exigências dos Esportes Coletivos, mais especificamente o Futebol. Ainda nos dias de hoje muitos treinadores trabalham no meio futebolístico com essa metodologia de treinamento, com microciclos, mesociclos e macrociclos de treino, visando determinadas competições e buscando a excelência desportiva dentro de suas sessões diárias de treinamento.

Treinar de forma isolada os componentes do jogo de Futebol, trabalhar as questões técnicas com exercícios repetitivos, questões físicas com exercícios físicos sem caracterização com o esporte Futebol, questões psicológicas com a psicóloga específica ou com aulas pensadas para atingir o pretendido e, questões táticas para que o time obtenha uma forma de estar e representar.

Será que desta forma consigo atingir os resultados que desejo? Acredito que não. Para Mendes (2014) “O jogo é um ambiente complexo, caracterizado pela imprevisibilidade e aleatoriedade de situações, o processo de treinamento centrado na técnica, através de exercícios analíticos não corresponde ao desempenho do praticante neste contexto.”

Não quero dizer que essa metodologia é errada ou certa, melhor ou pior, não é isto, mas o fato é que vemos outras formas de enxergar o jogo e o treino dando certo em alguns clubes do Velho Continente e em alguns poucos do Brasil. Alguns treinadores estão colocando a vertente Tática do treinamento como ponto central, e estão trabalhando de forma integrada com as outras componentes de treino, Professores/Treinadores colocam em prática mesmo que empiricamente o treino pautado no jogo, que englobe todas as questões e prepare sua equipe para a próxima partida, para o que irá acontecer no jogo, às questões táticas do Futebol, Treinadores como o José Mourinho, Pep Guardiola, Jürgen Klopp, Jorge Jesus, Vítor Pereira, Jupp Heynckes, Jorge Castelo, Rui Quinta, Marcelo Oliveira, Carlos Alberto Parreira, Tite entre outros que conhecem sua equipe, conhecem o adversário, trabalham em cima disto e nos treinos desenvolvem situações que provavelmente irão acontecer nos jogos, utilizam do treinamento através de jogos.

Para mim, essa é a metodologia ideal de treino. Com as crianças acontece da mesma forma, busca-se ensinar bem o jogo jogando o jogo. Não estou dizendo que devemos banir a metodologia tradicionalista/tecnicista, esta também é muito válida em algumas questões, e pode ser utiliza sim nos dias de hoje, mas acredito que para uma equipe jogar bem, para uma criança aprender a jogar o jogo, é preciso realmente colocar a questão tática como fator principal do processo de ensino aprendizagem destas crianças que querem se tornar profissionais do futebol. O treino através de jogos é mais estimulante e dificilmente esses alunos vão abandonar o esporte pelo estresse precoce de treino. Wilmore e Oliveira (2005) afirmam que:


O jogo é o mais rico instrumento (exercício) que o treinador possui para o "ensino" do futebol mas sou obrigado a referir que muitas vezes surge a tentação a todos nós, treinadores, de utilizar os exercícios analíticos pois são exercícios fechados onde mais facilmente se calculam os resultados e se controlam as variáveis externas, esquecendo-nos que o treino não deve servir para, exclusivamente, satisfazer as necessidades e interesses do treinador mas sim voltado para os atletas com quem trabalhamos. A verdade é que não nos interessa, a nós treinadores, que o jogador seja uma perfeição no domínio dos gestos técnicos específicos do futebol, mas sobretudo, que consiga agir em cada circunstância de acordo com um grau de pertinência adequado ás exigências dessa mesma situação. Isto é, que seja capaz de tomar a melhor decisão possível face às características que o envolvimento lhe apresenta. Devo desde já esclarecer que quando nos referimos à utilização do jogo, não nos referimos exclusivamente à utilização do jogo formal, mais sim ás "formas de jogo" que simplificam a estrutura complexa do jogo.


Uma metodologia de treinamento com princípios muito interessantes no que se refere à capacidade de tomada de decisão e aos aspectos cognitivos de percepção é o TGfU - Teaching Games for Understanding. É uma metodologia de ensino que aborda de forma inteligente e eficaz ensinado às crianças a jogarem o jogo.

É um modelo de ensino que trabalha a partir dos jogos condicionados, da contextualização das situações de jogo e das competências dos praticantes para o seu domínio, baseado e objetivando a vertente tática. O foco maior é no envolvimento cognitivo e formal dos praticantes nas atividades, garantindo a ocorrência de experiências de sucesso conducentes ao incremento de competências na prática do jogo e da motivação pela prática desportiva. (TEOLDO et al. 2010, p. 7).

Não importa o resultado final, se a maneira de se fazer é a correta, o resultado será consequência.

REFERÊNCIAS 

MENDES, R. Futebol: a importância do ensino-treino da técnica através de exercícios baseados em situações de jogo. Lecturas, Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires - Año 19 - Nº 193 - Junio de 2014.

TEOLDO, I. ; GRECO, P.J. ; MESQUITA, I. ; GRAÇA, A. ; GARGANTA, J. . O Teaching Games for Understanding (TGfU) como modelo de ensino dos jogos desportivos coletivos. Revista Palestra, v. 10, p. 69-77, 2010.


WILMORE, P. V; OLIVEIRA, R. O exercício no processo de treino de futebol proposta metodológica. Lecturas, Educación Física y Deportes, Revista Digital, Buenos Aires, Año 10, N° 81, Febrero de 2005.

**E-mail: rafinhabesen@gmail.com

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

O PARADIGMA CARTESIANO/PARADIGMA DE SIMPLIFICAÇÃO: SUAS CONSEQUÊNCIAS E SUA FALÊNCIA METODOLÓGICA

Coluna Especial
Autor: Renan Mendes*
Quem não se atrever a observar adequadamente a realidade, assumida pelas características dos seus próprios factos,correrá o risco de viver na escuridão distinta de querer e não poder evoluir porque ou os nossos modelos de explicação da realidade estão adequados e conseguem explicar as realidades todas, ou no caso de não se adequarem a elas, o que está errado são os nossos conceitos teóricos e não a realidade.
(Monge da Silva, 1989 citado por Oliveira, 1991)


           Durante séculos, os cientistas pensaram e trabalharam num universo de referências onde o objetivo do esforço científico foi a descoberta de leis deterministas permanentes e imutáveis, procurando uma causa para os efeitos observáveis (Stacey, 1995, apud Garganta, 1997). Percebe-se que a ciência ocidental, ao longo do tempo, orientou-se e edificou-se sobre os contributos do racionalismo clássico, herdado de Aristóteles e desenvolvido por Descartes (Durand,1979, apud Gomes, 2008).

            Descartes, de nome latim Renatus Cartesius (daí ser filosofia cartesiana), contribuiu decisivamente para os rumos da ciência moderna ao escrever “O Discurso sobre o Método”, onde propôs quatro princípios de pensamento (Descartes, 2008, p. 25, apud Tobar, 2013, p. 24):

1) Jamais aceitar algo como verdadeiro sem saber com evidência que seja tal; isto é, evitar a precipitação e a prevenção, e nada mais incluir em meus juízos, além do que se apresente tão clara e tão distintamente ao meu espírito que eu não tenha nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida.
2) Dividir cada dificuldade examinada em tantas partes quantas for possível e for necessário para melhor resolvê-las.
3) Conduzir pela ordem os meus pensamentos, começando pelos objetos mais simples e mais fáceis de se conhecer, para subir aos poucos, como por degraus, até o conhecimento dos mais compostos e supondo até haver certa ordem entre os que não precedem naturalmente uns aos outros.
4) Fazer em toda parte enumerações tão completas e revisões tão gerais, que me de assegure de nada omitir.

            Em outras palavras, Morin (2011) refere que todo conhecimento opera por seleção de dados significativos e rejeição de dados não significativos, ou seja, separa (distingue ou disjunta) e une (associa, identifica); hierarquiza (o principal, o secundário) e centraliza (em função de um núcleo de noções-chave); essas operações, que se utilizam da lógica, são comandadas por paradigmas, ou seja, “princípios ocultos que governam nossa visão das coisas e do mundo sem que tenhamos consciência disso” (p. 10). Complementando esta idéia, Cunha (2004) citado em Casarin e Esteves (2010) diz que paradigma é uma realização científica que, durante algum tempo, forneceu modelos de problemas e soluções para uma comunidade de profissionais.

Seguindo esta linha de pensamento, o caminho da investigação segue o pensamento analítico, por isso assistimos à institucionalização do positivismo segundo o qual os objetos são reduzidos e isolados para tentar entender sua complexidade (Gomes, 2008). Concorrendo com essa idéia, Leitão (2009) diz que a ciência, durante muito tempo, buscou o entendimento dos fenômenos através da sua fragmentação (divisão em partes/fragmentos), que cada vez menores, buscavam ser compreendidos na tentativa de através da união dos achados sobre suas partes, entender o que se imagina ser o todo (reducionismo). Também Carvalhal (2002, apud Alves, 2007) vai de encontro com os autores acima citados, dizendo que a ciência guiou-se por uma perspectiva cartesiana, com a tendência de fragmentar o todo em partes, buscando assim um conhecimento mais especializado.

            De acordo com Morin (2011) vivemos sob o império dos princípios de disjunção, de redução e de abstração, cujo conjunto constitui o que o autor chama de “paradigma de simplificação”. Paradigma esse criado por Descartes, ao separar o sujeito pensante (res cogitans) e a coisa entendida (res extensa), e ao colocar as idéias “claras e distintas” como princípio de verdade, ou seja, o próprio pensamento disjuntivo. Segundo Guilherme Oliveira (2004) as idéias subjacentes a esses constructos procuravam a divisão e redução dos fenômenos em partes, para conhecê-los mais facilmente e atuar sobre eles, no entanto, eram desconsideradas a interação das relações.

            Portanto, a simplificação é realizada por redução e disjunção, assim os objetos são isolados entre si e separados do seu meio envolvente, depois são reduzidos a processos elementares, leis, mecanismos, forças, ações, densidades. O objeto é entendido de forma autônoma, substancial, independentemente do seu meio ambiente, onde ele pode ser conhecido somente a partir das suas qualidades intrínsecas. Estas qualidades intrínsecas são as suas propriedades, e que de acordo com o pensamento cartesiano, a partir do conhecimento da constituição do objeto é possível prever o seu comportamento nas mais diversas situações (Montenegro, 2008). Complementando esta idéia, Moreno (2010) citado em Tobar (2013), diz que, para além de analisar e interpretar os objetos separadamente em relação à seu contexto específico, este modelo de pensamento não entende as partes como unidades sujeitas a interações com as outras partes e com seu meio ambiente, pelo contrário, são perspectivadas como partes independentes e passíveis de serem analisadas sem levar em conta o seu conjunto (totalidade e envolvimento) a que pertencem.

            Desta forma, Montenegro (2008) pretende evidenciar que o objeto é compreendido na sua interação com o meio, sendo que a visão cartesiana se encontra distante de uma perspectiva ecológica. Assim, segundo Morin (2011, p. 12), chega-se a inteligência cega. “A inteligência cega destrói os conjuntos e as totalidades, isola todos os seus objetos do seu meio ambiente. Ele não pode conceber o elo inseparável entre o observador e a coisa observada. As realidades-chave são desintegradas”.

            Muitos caminhos e possibilidades surgiram através dessa perspectiva e serviram de ponto de partida para investigações de problemas que hoje são foco de outra forma de se entender a complexidade dos fenômenos. Entretanto, mesmo que tenham sido inegáveis as contribuições do reducionismo, novas perspectivas surgiram como alternativa para dar novas respostas aos problemas (Leitão, 2009). O paradigma que está agora retrocedendo dominou a nossa cultura por vários anos, durante as quais modelou a nossa sociedade ocidental moderna e influenciou significativamente o restante do mundo (Capra, 1996).

Entretanto, a forma redutora de interpretar os problemas complexos e os procedimentos abstratos tem caído em falência metodológica (Durand, 1979, apud Gomes, 2008), que segundo Garganta (1997) se iniciou mais precisamente na década de 90 e pode ser ilustrado pelo crescente recurso aos conceitos de sistema, auto-organização, caos, fractal, etc. De acordo com Gomes (2008) verifica-se a aceitação e credibilidade crescente da Teoria dos Sistemas e do Pensamento Ecológico, que desenvolve uma linguagem que transcende o reducionismo cartesiano.

A pertinência desta questão pode parecer abstrata ou fútil para o estudo do fenômeno futebol. Contudo, a adoção dos pressupostos convencionais condiciona o modo como pensamos, interpretamos e interagimos na realidade e por isso, no Futebol (Gomes, 2008).


REFERÊNCIAS

Alves, S. M. J. D. “Rotatividade de jogadores” no futebol. Uma relação <umbilical> do como treinar com o como <jogar>. 2007. 440 f. Monografia (Licenciatura em Desporto e Educação Física) – Faculdade de Desporto, Universidade do Porto.

Capra, F. A teia da vida. São Paulo: Editora Cultrix, 1996.

Casarin, R. V.; Esteves, L. A. S. Para se ganhar no futebol precisa-se treinar, mas o que treinar?. EFDeportes.com, Revista Digital – Buenos Aires, Año 14, Nº 142, Marzo de 2010.

Garganta, J. Modelação táctica do jogo de futebol: estudo da organização da fase ofensiva em equipas de alto rendimento. 1997. 318 f. Tese (Doutorado em Ciências do Desporto e de Educação Física) – Faculdade de Ciência do Desporto e de Educação Física, Universidade do Porto.

Gomes, M. O desenvolvimento do jogar segundo a Periodização Táctica. MCSports, 2008.

Leitão, R. A. A. O jogo de futebol: investigação de sua estrutura, de seus modelos e da inteligência de jogo, do ponto de vista da complexidade. Campinas, 2009. 230 f. Tese (Doutorado em Educação Físic,a) – Faculdade de Educação Física, Universidade Estadual de Campinas.

Morin, E. Introdução ao pensamento complexo. 4. ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.

Montenegro, A. J. S. A necessidade de aumentar a densidade de princípios de (Inter)acção na construção complexa de cada <jogar>. 2008. 254 f. (Licenciatura em Desporto e Educação Física) – Faculdade de Desporto, Universidade do Porto.

Oliveira, J. G. Conhecimento Específico em Futebol. 2004. 197 f. Dissertação (Mestre em Ciências do Desporto) – Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física, Universidade do Porto.

Tobar, J. B. Periodização Tática: explorando sua organização concepto-metodológica. 2013. 436 f. Monografia (Bacharel em Educação Física) – Escola de Educação Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

*Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3876525919577864

**E-mail: renanm92@hotmail.com  


terça-feira, 8 de julho de 2014

COMPARAÇÃO DA CAPACIDADE CARDIORRESPIRATÓRIA DE MULHERES SEDENTÁRIAS COM MULHERES PRATICANTES DE EXERCÍCIOS FÍSICOS SISTEMATIZADOS, FUTSAL

Autores: Rafael Besen* Renan Mendes**


Resumo

Não há dúvidas de que a boa capacidade cardiorrespiratória é muito importante para a qualidade de vida das pessoas e indispensável para qualquer atleta profissional de qualquer modalidade desportiva. Analisamos dois artigos científicos e os comparamos através de seus métodos estatísticos utilizados. Comparamos os resultados obtidos, onde, no artigo 1, utilizamos os dados de mulheres, com idade entre 15 e 25 anos e que não praticavam nenhuma atividade física. No artigo 2, tínhamos mulheres com idade entre 19 e 27 anos, praticantes de futsal. Objetivo: Comparar a capacidade cardiorrespiratória de mulheres sedentárias com mulheres praticantes de exercícios físicos. É visível nos resultados obtidos, um VO2 superior em mulheres praticantes de futsal, pelo fato de serem praticantes de um exercício físico sistematizado. Pode-se concluir que é perfeitamente possível o aumento do VO2 através da prática de exercícios físicos. Pelo fato de existirem poucos trabalhos que se referem à comparação de VO2 entre artigos já publicados, acreditamos que mais estudos são necessários nessa sistemática.

*Artigo completo publicado na Revista Digital EFDeportes.com



domingo, 6 de julho de 2014

FUTEBOL: A IMPORTÂNCIA DO ENSINO-TREINO DA TÉCNICA ATRAVÉS DE EXERCÍCIOS BASEADOS EM SITUAÇÕES DE JOGO

Autor: Renan Mendes*

Resumo



A presente revisão literária tem como objetivo compreender a importância do ensino da técnica através de exercícios baseados em situações de jogo. O jogo é um ambiente complexo, caracterizado pela imprevisibilidade, onde a capacidade cognitiva do jogador se torna fundamental para o desempenho. As ações decorrentes são de natureza essencialmente tático-técnica, por isso, a interação entre o “o que fazer” (tática) e o “como fazer” (técnica) são requisitadas na elaboração das respostas no jogo. Tradicionalmente, o treino da técnica é feita de modo analítico, descontextualizada do jogo, por isso, acaba por não ser eficiente no ensino da técnica e de seus objetivos no jogo. Portanto, um processo de treinamento baseado em situações de jogo é encarado como uma forma eficaz para se treinar a capacidade técnica do jogador, por exigir das habilidades técnicas do jogador, além de sua capacidade cognitiva, de forma contextualizada.

*Artigo completo publicado na Revista Digital EFDeportes.com



sábado, 21 de junho de 2014

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO E ANÁLISE: INGLATERRA 1 x 2 ITÁLIA


Relatório/Análise da Seleção da Inglaterra em sua estréia diante da Itália na Copa do Mundo 2014.



Autor: Renan Mendes*


Equipe: Inglaterra                     Data: 14/06/2014
Competição: Copa do Mundo 2014

Esquema Tático: Equipe organizada num 1-4-2-2-1-1 (1-4-2-3-1), em Bloco médio.







Organização Ofensiva:

·   Tem tendência a atacar rapidamente, procurando servir seus jogadores mais avançados (Extremos, Meia ofensivo e Ponta de lança), que assumem uma postura muito objetiva na busca pelo gol (com preferência em atacar pelos flancos).






·        Quando optam pela circulação, fazem num ritmo lento quando no setor defensivo; aumentam o ritmo quando alcançam a intermediária adversária. Buscam servir seus volantes (em especial Gerard – 4, que tem grande qualidade na construção), que utilizaram o passe longo para a amplitude dos Extremos/Laterais com freqüência.







Transição Defensiva:

·     Pressionam o portador da bola, buscando ganhar tempo para se organizar defensivamente. São rápidos na recomposição (setor defensivo e volantes, especialmente).




Organização Defensiva:

·     Equipe em momento defensivo organizada num 1-4-2-2-1-1 (1-4-2-3-1), variando às vezes para um 1-4-4-1-1, em Bloco médio.




·        Pressionam os volantes adversários quando recebem de costas, tirando-lhes tempo e espaço, dificultando para estes jogarem em progressão.





·         Por vezes, deixavam algum espaço entre-linhas que foi várias vezes aproveitado pela Seleção da Itália (geralmente, era Pirlo-21 quem realizava o passe para essas zonas).





·        Devido ao posicionamento dos Extremos em uma linha mais adiantada em relação à linha dos volantes, surgiam espaços nas suas costas que foi muito explorado pela Seleção Italiana.





·      Extremo direito (Welbeck – 11) apresentou várias vezes, falhas em seu posicionamento defensivo.






Transição Ofensiva:

·         A Seleção Inglesa deu preferência ao contra-ataque rápido. Buscam servir seus jogadores mais avançados (Extremos, Meio Ofensivo e Ponta de lança), que são rápidos e muito objetivos na busca pelo gol adversário. Geralmente, atacam pelos lados do campo.








sábado, 14 de junho de 2014

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO E ANÁLISE: BRASIL 3 x 1 CROÁCIA


Relatório-Análise* da Seleção Brasileira em sua estréia diante da Croácia na Copa do Mundo FIFA 2014.


Autor: Renan Mendes**

Equipe: Brasil   Data: 12/06/2014

Competição: Copa do Mundo FIFA 2014          Resultado: 3 x 1


Nome
12
Julio César
2
Daniel Alves
3
Thiago Silva
4
David Luiz
6
Marcelo
7
Hulk (20 – 68’)
8
Paulinho (18 – 63’)
9
Fred
10
Neymar (16 – 88’)
11
Oscar
17
Luiz Gustavo
18
Hernanes
20
Bernard
16
Ramires


















Organização Ofensiva:

·         Equipe organizada em 1-4-2-3-1, com tendência para jogar em posse e circulação.

·         A equipe trocou passes a maior parte do tempo no setor defensivo (Às vezes, com volante Luiz Gustavo (17) descendo para formar “linha de 3”), com muitos passes horizontais e com dificuldade de progredir no terreno (devido ao bom comportamento defensivo adversário, que fechava bem os espaços no interior do seu bloco defensivo; e devido a pouca movimentação em apoio dos extremos e meia ofensivo).

·         A equipe recorreu com freqüência aos passes longos, que rendeu algumas boas saídas com movimentação em ruptura de alguns jogadores, em especial, do Extremo Direito (Oscar – 11) e do Lateral Direito (Dani Alves – 2).

·         Também conseguiu algumas saídas quando o Meio Ofensivo (Neymar – 10) buscava de trás para construir. A grande maioria das boas jogadas de ataque envolvia os jogadores Oscar (11) e Neymar (10) (inclusive os gols marcados: 2 de Neymar e 1 de Oscar).








Transição Defensiva:

·         Pressão ao portador da bola e linhas de passe próximas, para roubá-la ou temporizar as ações adversárias para se re-organizar defensivamente.

·         Às vezes falharam em tirar linhas de passe com eficiência, facilitando o contra-ataque adversário, que levou perigo ao Brasil algumas vezes.




Organização Defensiva:

·         Seleção Brasileira organizada em 1-4-4-1-1, em bloco médio/alto, com as duas linhas de 4 posicionadas atrás da linha da bola.

·         Muitas das vezes, realizavam com sucesso a pressão em bloco alto, fazendo com que o adversário buscasse o passe “longo”.

·         Mas, por vezes, ao subir no terreno para pressionar a saída de bola adversária, deixavam muito espaço no interior do bloco (espaço entre-linhas), que quando bem aproveitados pela Croácia, levou algum perigo à defesa brasileira.




Transição Ofensiva:

·         Priorizavam o contra-ataque rápido e agressivo. Se não fosse possível, retiravam a bola do setor de pressão e organizavam um ataque em circulação.



*O modelo de análise que serviu de base para elaboração deste relatório pode ser encontrado no site: www.teoriadofutebol.com